A atual sociedade está em
constantes transformações o que começou
exigir a escolarização de todos os cidadãos, para que estes possam
compreender o que está em seu entorno, usufruir o que a sociedade oferece e para sua própria sobrevivência, como por
exemplo um trabalhador para circular pela cidade necessita no mínimo a compreensão
da leitura para pegar um ônibus corretamente. Porém não basta ser alfabetizado
tem que ser letrado, ou seja, compreender o mundo, a cultura, e até mesmo para
desempenhar um serviço ou exigir seus próprios direitos.
Assim, o elemento essencial da
democratização é o acesso ao ensino.
O segundo elemento é a permanência e a terminalidade do educando na fase
escolar, no entanto isso não se efetiva basta analisar as estatísticas
referentes a evasão e repetência escolar no Brasil, são dados alarmantes sobre
repetências e posteriormente a evasão desse educando. Segundo o autor “A
sociedade burguesa procura por diversos mecanismos limitar o acesso e a
permanência das crianças e jovens no processo de escolaridade” (p.63). E
infelizmente são poucas as ações tomadas para melhorar estes índices,
tornando-se o ensino antidemocrático.
O terceiro elemento que
interfere no processo da democratização, é a qualidade do ensino, como é
ensinado e assimilado os conteúdos escolares, se a prática docente tem dado
condições eficazes para a aprendizagem do educando, e se estes atribuem
significados no que aprendem.
Desse modo, estes três
elementos definem a democratização, o que pode ou não estar relacionado com a
avaliação escolar.
No que se refere ao acesso a educação este não
está ligado com o ato de avaliar em si, mais com relação a permanência e a
terminalidade este está intrinsecamente ligada com a avaliação, pois quando o
professor avalia inadequadamente seus alunos, estará automaticamente
conduzindo-o a repetência e a sua não terminalidade no ensino. E se a avaliação
não está para elevar o conhecimento do aluno, e sim para estagnar os
conhecimentos oferecidos, trata-se de um ensino de má qualidade. Nesse sentido
conclui-se que o ato de avaliar
atualmente tem estado contra a democratização.
